Eu sou o dr. Carlos Necchi, otorrinolaringologista em Guarantã do Norte, e atendo muitos pacientes que chegam com a mesma frase: “minha garganta vive inflamada”. Em alguns casos é uma dor que aparece sempre que esfria; em outros, é uma amigdalite atrás da outra; às vezes é só rouquidão que não melhora; às vezes é aquela sensação de arranhando na garganta, como se tivesse “algo parado ali”.
A boa notícia é que a maior parte das doenças de garganta tem causa identificável e tratamento, e o papel do otorrino é justamente descobrir por que aquilo está acontecendo e o que fazer para evitar que volte.
Nesta página eu vou te explicar quais são as doenças da garganta mais comuns, quando vale procurar o especialista, quando a cirurgia entra na conversa e por que não é bom ficar automedicando dor de garganta todo mês. Meu atendimento é direto, com exame de orofaringe e laringe, e sempre que preciso eu já oriento tratamento e acompanho a evolução.
Principais condições tratadas
Quando falamos em “garganta”, estamos falando basicamente de faringe, amígdalas e laringe. É ali que aparecem as dores, as inflamações, a rouquidão e as infecções que se repetem. No consultório, eu trato principalmente amigdalite e faringite, rouquidão e distúrbios da voz e infecções de garganta recorrentes, tanto em adultos quanto em crianças.
Amigdalite e faringite
A amigdalite é a inflamação das amígdalas (aquelas “bolinhas” no fundo da garganta) e costuma dar dor ao engolir, vermelhidão, febre e, às vezes, placas de pus. Já a faringite é uma inflamação da parte de trás da garganta e pode ser causada por vírus, bactéria, alergia, ar-condicionado ou até refluxo. Na prática, o paciente sente dor, queimação, garganta arranhando e, muitas vezes, tosse seca.
O que eu faço na consulta é diferenciar se é algo pontual ou se está virando repetição. Quem tem 1 ou 2 crises no ano, geralmente trata com medicação e pronto. Mas quem tem várias crises no mesmo ano, falta ao trabalho, tem febre forte ou faz tudo e volta, precisa ser acompanhado pelo otorrino e, nesses casos, avaliamos inclusive se há aumento das amígdalas ou das adenoides e se faz sentido falar de cirurgia (amigdalectomia/adenoidectomia). Cirurgia não é para todo mundo, mas existe critério e eu explico na consulta.
Também vejo muito paciente com “garganta sempre inflamada” por causa de respiração pela boca, rinite mal tratada ou ar muito seco. Nesses casos, não adianta tratar só a garganta, temos que olhar nariz e sono juntos.
Rouquidão e distúrbios da voz
Rouquidão não é só coisa de cantor. Professor, vendedor, quem fala no telefone o dia todo, quem trabalha em ambiente com ar-condicionado e quem fuma também pode ter disfonia (alteração da voz). Quando a voz fica falhando, baixa ou rouca e isso dura mais de 2 semanas, é importante ser avaliado. E se o paciente fuma e tem rouquidão persistente, aí é essencial examinar.
Na consulta, eu avalio a laringe e vejo se há inflamação, nódulo, pólipo, refluxo atingindo a região ou apenas abuso vocal. Muitas vezes o tratamento é clínico e comportamental: hidratação, ajustes de fala, tratar o refluxo, cuidar do nariz para o paciente não ficar “forçando” a voz. Em alguns casos, encaminho para fonoaudiologia para reabilitar a voz. E quando há lesões que não melhoram, converso sobre microcirurgia de laringe.
Infecções de garganta recorrentes
Tem gente que fala: “doutor, qualquer coisa que eu pego vai pra garganta”. Isso acontece muito em crianças e em adultos que trabalham em escola, saúde ou ambientes fechados. Nessas situações, eu investigo se há foco de infecção nas amígdalas, se há respiração oral (porque respirar pela boca resseca a garganta) e se há refluxo irritando a região. Em crianças, também vejo se há aumento de adenoide que faz respirar mal e viver com catarro.
Quando as infecções são muito repetidas, eu faço um plano de tratamento e prevenção: tratar as crises, orientar hidratação da mucosa, tratar o nariz e, quando indicado, considerar cirurgia. O objetivo é o paciente parar de ter crise todo mês.
Agende sua avaliação com o Dr. Carlos Necchi