Eu sou o dr. Carlos Necchi, otorrinolaringologista em Guarantã do Norte, e grande parte dos pacientes que chegam ao consultório vêm por queixa de ouvido: dor, ouvido tampado, zumbido que incomoda, tontura que aparece do nada ou perda de audição que vai piorando devagar. 

O ouvido é uma estrutura pequena, mas muito sensível: qualquer inflamação, acúmulo de secreção, alteração de pressão ou de equilíbrio já causa desconforto. Por isso, meu atendimento é sempre completo: eu escuto a história, examino o ouvido com cuidado e, quando necessário, já peço os exames auditivos na própria clínica para fechar o diagnóstico e montar o tratamento.

Meu objetivo é que você saiba o que tem, por que tem e o que vamos fazer. Não trabalho com “é assim mesmo” nem com medicação solta. Doenças de ouvido bem tratadas evitam perda auditiva, evitam infecções repetidas e ajudam o paciente a voltar rápido à rotina.

Principais condições tratadas

No consultório, eu trato desde as otites agudas das crianças até os zumbidos e perdas auditivas dos idosos, passando por quem tem tontura, vertigem, labirintite, sensação de ouvido tampado ou problemas após gripe, voo, mergulho ou alergia. Em todos os casos, eu começo pela avaliação clínica e, se for preciso, já encaminho para audiometria, imitanciometria, teste da orelha média e avaliação para aparelho auditivo.

Otite e infecções de ouvido

A otite é uma inflamação ou infecção do ouvido e pode ser externa (mais comum em quem entra na água, usa cotonete ou mexe muito no ouvido) ou média (que vem depois de gripe, nariz entupido ou crise de rinite). Em crianças, a otite média é campeã: a criança sente dor, chora, às vezes tem febre e o ouvido pode até sair secreção.

O que eu faço primeiro é localizar o problema: se é canal, se é ouvido médio, se há líquido atrás do tímpano ou se há obstrução do nariz que está levando secreção para o ouvido. Com isso, consigo definir se o tratamento vai ser só local (limpeza e gotas), medicação por boca ou tratamento do nariz junto. 

Em quem tem otite de repetição, principalmente criança, eu sempre oriento os pais sobre prevenção e acompanho mais de perto, porque infecção recorrente pode atrapalhar a audição e, em crianças pequenas, até o desenvolvimento da fala.

Outra coisa importante: não usar cotonete dentro do ouvido. Ele empurra a cera, machuca e aumenta risco de infecção. Limpeza de ouvido, quando precisa, eu faço no consultório de forma segura.

Zumbido (tinnitus)

O zumbido é uma das queixas mais incômodas do ouvido. Às vezes é um apito, às vezes é chiado, às vezes parece cigarra. Pode ser em um ouvido só ou nos dois. Muita gente acha que “não tem jeito”, mas tem sim avaliação e tratamento.

Quando o paciente chega com zumbido, eu investiguei se há perda auditiva associada, exposição a ruídos, uso de medicamentos ototóxicos, problemas de circulação, alterações no ouvido médio ou até causas neurológicas

Em vários casos, o zumbido vem junto com hipoacusia (audição baixa). Nesses casos, tratar a audição, inclusive com aparelhos auditivos bem ajustados, melhora muito o incômodo.

Também oriento sobre fatores que pioram o zumbido: café em excesso, estresse, dormir mal, ruído alto, ficar em silêncio absoluto. O tratamento pode incluir medicação, terapia sonora, ajuste de aparelho e acompanhamento. O mais importante é não ignorar o zumbido quando ele surge de repente ou em um ouvido só: isso pede avaliação rápida.

Vertigem e tontura

Muita gente chama de “labirintite” toda tontura, mas na verdade labirintite é só um dos tipos de tontura. O ouvido interno é o responsável pelo equilíbrio, então qualquer inflamação, cristal solto (VPPB), alteração de pressão ou até problema no pescoço pode causar sensação de girar, desequilíbrio ou enjoo.

Na consulta, eu tento descobrir como é essa tontura: se gira, se desequilibra, se dura segundos ou horas, se vem com zumbido, se vem com náusea, se piora ao deitar ou virar a cabeça. Com essas informações e com o exame, eu consigo direcionar o diagnóstico. Em alguns casos, eu já faço manobras de reposicionamento no próprio consultório (quando é VPPB). Em outros, prescrevo medicação e oriento reabilitação vestibular.

O ponto é: tontura tem tratamento e, sim, pode ser conduzida pelo otorrino. Não é normal viver com medo de ter a crise.

Perda auditiva

A perda auditiva pode ser súbita (acontece de uma hora para outra, às vezes depois de gripe ou após um barulho muito forte) ou pode ser progressiva, principalmente em idosos ou quem trabalha com ruído. Em qualquer um dos casos, o primeiro passo é medir a audição. Sem audiometria, ficamos no achismo.

Depois de medir, eu classifico o tipo de perda (condutiva, neurossensorial, mista) e vejo qual é o melhor caminho:

  • Quando há cera, líquido ou alteração do tímpano, tratamos isso;
  • Quando há otite de repetição, tratamos o ouvido e o nariz junto;
  • Quando há perda neurossensorial típica da idade ou do ruído, eu já oriento o uso de aparelhos auditivos e faço o encaminhamento/ajuste dentro da própria estrutura da clínica;
  • Quando a perda é súbita, o atendimento precisa ser rápido para tentar recuperar.

Perda auditiva não tratada isola o paciente, piora a comunicação e, no idoso, pode até acelerar declínio cognitivo. Então eu sempre incentivo tratar cedo.

Agende sua avaliação com o Dr. Carlos Necchi

Perguntas Frequentes sobre Ouvido

Procure quando a dor não melhora em 24–48 horas, quando vem com febre, quando começa após gripe ou mergulho, quando sai secreção ou quando a criança chora e não consegue dormir por causa da dor. Também é importante consultar quando a dor é recorrente, ficar tratando só com gota ou analgésico sem ver o ouvido pode mascarar um problema maior.

Na maioria dos casos, sim. O zumbido é um sintoma, então eu preciso descobrir de onde ele vem: perda auditiva, ruído, pressão no ouvido, inflamação, bruxismo, uso de remédio. A partir daí, eu trato a causa e oriento hábitos que ajudam a reduzir o incômodo. Em quem tem perda auditiva, o aparelho auditivo bem regulado costuma ajudar bastante.*

Primeiro eu faço o exame de ouvido para ver se há cera, secreção ou alguma obstrução. Depois peço audiometria e imitanciometria para medir quanto você está ouvindo e como está o funcionamento do ouvido médio. Com esses exames, eu descubro o tipo e o grau da perda e consigo indicar o tratamento correto: medicamentoso, cirúrgico ou com aparelho.

Sim. Como o ouvido interno faz parte do sistema do equilíbrio, o otorrinolaringologista é um dos profissionais que mais trata tontura. Em casos de vertigem posicional (quando dá ao deitar ou virar a cabeça), eu posso fazer manobras na consulta. Em outros tipos, uso medicação, reabilitação vestibular e acompanhamento. O importante é não se acostumar com a tontura.

Podem, e é bem comum. Criança que tem muita gripe, que frequenta escola/creche, que tem rinite ou que mama deitada pode ter otite repetida. Nesses casos, eu avalio nariz, adenoide, amígdalas e oriento os pais sobre prevenção. Em algumas situações, quando há muito líquido atrás do tímpano ou surtos muito próximos, podemos discutir tratamentos mais específicos.

Sim. Como atendo muitos casos de perda auditiva e zumbido, faço avaliação e encaminho para aparelhos auditivos quando há indicação. O ajuste certo faz toda a diferença, e não é só colocar o aparelho, é ajustar ao perfil de perda de cada ouvido e acompanhar a adaptação.

Pode sim. Alergias respiratórias, rinite e resfriados fazem o nariz produzir mais secreção e isso pode subir pela tuba auditiva e chegar ao ouvido médio, deixando o ouvido “cheio”, com sensação de pressão ou até com líquido. Por isso, quem tem rinite mal controlada vive com ouvido tampado. Tratar o nariz ajuda o ouvido.

Existe. Algumas dicas que sempre passo:

  • Evitar cotonete dentro do ouvido;
  • Tratar rinite e sinusite para não ficarem jogando secreção no ouvido;
  • Usar proteção auditiva em ambientes de muito ruído;
  • Não usar fones de ouvido com volume alto por muito tempo;
  • Procurar o otorrino ao primeiro sinal de zumbido ou perda;
  • Em crianças, cuidar das otites para não prejudicar a audição e a fala.